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Plantio de soja: tudo o que o produtor precisa saber!

plantio de soja

Entenda sobre a importância, para o plantio da soja, de temas como: a sucessão de culturas; a escolha do material genético mais adaptado e grupos de maturação relativa; o espaçamento; bem como a população de plantas mais recomendados para a sua região de cultivo.

Os preparativos para a próxima safra da cultura da soja já se iniciaram para a grande maioria dos produtores.

A aquisição de insumos como fertilizantes e defensivos, bem como o preparo do solo já estão planejados e devem ter início nos próximos 30 dias, se estendendo até o final de janeiro para algumas regiões produtoras (conforme calendário de semeadura).

Dado o valor comercial da cultura e dos insumos, que obtiveram aumentos consideráveis em comparação à última safra, os manejos que buscam otimizar os resultados produtivos são indispensáveis.

Dessa forma, entenda tudo sobre: a aquisição de sementes e escolha do material genético (cultivar) mais adequado; sucessão de culturas; preparo do solo; tratos culturais e de que forma você pode realizar o monitoramento da cultura a campo através de tecnologias que cabem na palma da sua mão. 

Confira a seguir!


Quero consultar apenas sobre:

1. A sucessão de culturas

I. O que levar em conta na hora de escolher sucessão

2. A escolha das cultivares e sementes mais indicadas em função da latitude e grupo de maturação relativa (GMR)

3. O espaçamento e a população de plantas

I. Densidades muito baixas
II. Densidades excessivas
III. 4 fatores que afetam a escolha da densidade de semeadura:
1. As características da cultivar quanto ao ciclo e ao porte
2. Previsões meteorológicas para a região e ano de cultivo
3. Época de semeadura
4. Pragas e doenças
II. Como manipular o arranjo de plantas sem causar prejuízos à cultura?
V. Considerações sobre o ajuste do espaçamento entrelinhas:

4. A época de semeadura

5. Cuidados com a umidade do solo

6. Monitoramento do estande de plantas

Conclusão


A sucessão de culturas e o plantio de soja

Apesar de ser a soja a cultura cultivada como a principal em diversas regiões do país, a escolha de uma sucessão adequada, com bom custo/benefício pode trazer alguns benefícios ao produtor e sua lavoura.

Na região do Cerrado, por exemplo, onde a cultura é cultivada em grandes extensões, o solo deve ser protegido durante o período de estiagem, que dura cerca de 150 dias. 

Assim, para o Cerrado, os materiais escolhidos devem ser de ciclo curto e é preciso realizar a semeadura no início do período chuvoso, sendo possível um segundo cultivo, logo após a colheita do primeiro cultivo de soja.

Algumas sucessões podem ser: soja-sorgo; soja-milho; soja-feijão; soja-girassol; soja-forrageiras, principalmente aquelas que produzam grande quantidade de biomassa, tomando cuidado para que não sejam hospedeiras alternativas de pragas e doenças (por exemplo: patógenos de solo).

Sucessão soja–milho

Na sucessão soja-milho, deve-se atentar a região para que as necessidades do milho em relação a água sejam atendidas, uma vez que a cultura demanda 700 mm de precipitações pluviométricas (chuvas).

Sucessão soja–girassol

Para contornar possíveis problemas com escassez de chuva é possível ainda realizar o plantio de soja após a cultura do girassol. Isso porque, ela tem como característica um sistema radicular mais agressivo do que a cultura do milho. Assim, tem apenas metade da necessidade de água para completar seu ciclo (cerca de 400 mm bem distribuídos).

Além disso, as vantagens da sucessão com girassol incluem ainda: melhoria da infiltração de água no solo; e cobertura intensa do solo por períodos mais longos que outras culturas. 

No entanto, é importante observar que o custo do transporte do girassol pode ser um entrave. Assim, é necessário refazer uma análise de como realizar o escoamento da produção para regiões de processamento.

Sucessão soja–forrageira

Forrageiras também são uma boa opção para a sucessão, principalmente as gramíneas, pois, são colaboram na descompactação do solo e fazem a ciclagem dos nutrientes do solo.

O que levar em conta na hora de escolher sucessão

Alguns fatores importantes que devem ser considerados na escolha da melhor sucessão de culturas são:

  • O objetivo da sucessão
    • Se é para melhoria das condições do solo;
    • Ou para o controle de pragas e doenças, como no caso de nematóides e/ou fungos de solo, sendo necessário escolha de culturas que diminuam a fonte de inóculo, patógenos e/ou praga presente na área);
  • As condições climáticas previstas para o período e região de cultivo, a fim de selecionar culturas com maior ou menor demanda hídrica para ser implantada;
  • Custo de implantação da cultura, principalmente o custo das sementes;
  • Produção de matéria seca ou biomassa vegetal, de modo que a cultura antecessora à soja produza quantidades elevadas de biomassa vegetal e faça a cobertura do solo, se em plantio direto. Além disso, é importante que a relação Carbono/Nitrogênio da espécie escolhida seja alta, o que vai retardar a decomposição dos materiais vegetais e manter o solo coberto por mais tempo.
Indicadores físicos para avaliar a qualidade dos solos
Avaliações das condições físicas do solo que podem ser realizadas a campo (Fonte: adaptado de Reichert et al. (2003). In: 19º edição do Boletim de Pesquisa de Soja.

Algumas sucessões e seus objetivos:

  • Produção de palha: aveia preta – milheto – soja;
  • Reciclagem de nutrientes: aveia – soja – nabo forrageiro – milho;
  • Descompactação superficial do solo, ciclagem de nutrientes e controle de plantas daninhas: soja – girassol safrinha – milho.

Outras opções também estão disponíveis, por isso, o importante é delimitar o objetivo e a correção que se busca realizar na área para escolher as espécies mais adequadas para implantação.


A escolha das cultivares e sementes mais indicadas em função da latitude e grupo de maturação relativa (GMR)

A escolha da cultivar mais adaptada à região de cultivo é indispensável para o sucesso produtivo da cultura da soja.

Isso porque a soja é sensível ao fotoperíodo, ou seja, responde a duração de horas de luz solar em relação às horas de escuro (noite) para desenvolvimento e avanço dos estádios fenológicos, principalmente o florescimento (caracterizado por fotoperíodo crítico, o qual abaixo deste ocorre o florescimento).

Assim, a adaptabilidade de cada cultivar varia de acordo com a latitude (ou localização da região de cultivo). 

Quanto mais próximo da linha do equador, mais próximo de zero será a latitude. 

Grupos de maturidade mais indicados para o plantio da soja em em função da latitude
Grupos de maturidade mais indicados em função da latitude
(Fonte: Kaster e Farias, 2011)

Para isso, além da aquisição de sementes certificadas, que garantirão a sanidade, ou seja, saúde das sementes, o potencial fisiológico (vigor) adequado, a escolha de materiais mais adaptados a região de cultivo e que sejam tolerantes ou resistentes aos patógenos presentes na área são primordiais.

Considerações importantes para a escolha do material genético (cultivar):

  • Observação de qual região sojícola a área de cultivo está localizada (vide mapa abaixo);
  • Conhecimento dos materiais genéticos disponíveis recomendados para a sua região;
  • Inspeção da área com levantamento de quais pragas e doenças tem ocorrido com mais frequência nas últimas safras; assim, buscar por cultivares resistentes/tolerantes, quando disponíveis;
  • Observação do Grupo de Maturação Relativa do material disponível;
  • Observação dos estudos sobre produtividade da região de cultivo – anualmente, diversas instituições de pesquisa realizam ensaios produtivos dos materiais genéticos disponíveis em diferentes regiões do país, demonstrando quais tem melhores respostas; Desta forma, vale a pena conferir se os materiais escolhidos para implantação da área são, de fato, os mais indicados.
Regiões sojícolas do Brasil
Regiões sojícolas do Brasil (Fonte: MAPA, 2017)

O espaçamento e a população de plantas

São fundamentais para o melhor aproveitamento das condições de solo e maior produtividade: o espaçamento entre plantas; a população de plantas adequadas às condições da área de cultivo; e o material genético.

A população ideal de plantas para a cultura deve permitir, por exemplo:

  • A mínima competitividade entre plantas;
  • O máximo aproveitamento de nutrientes e água disponível no solo;
  • O menor desenvolvimento de plantas daninhas; 
  • A penetração de defensivos facilita no dossel vegetativo;
  • E o microclima desfavorável para o desenvolvimento de pragas e doenças. 

Veja a seguir como densidades muito baixas e excessivas podem impactar no ciclo, produtividade e qualidade dos grãos colhidos

Plantio de soja com densidades muito baixas

Em densidades muito baixas há redução do número de plantas por área e perda da radiação solar incidente para o solo, uma vez que a cultura terá menor quantitativo de folhas para interceptar a radiação solar e realizar a fotossíntese, processo importante para o posterior  enchimento dos grãos.

Além disso, embora a cultura da soja tenha como característica a compensação, ou seja, consegue compensar perdas, esta não será suficiente nestas condições.

Outro ponto importante em densidades muito baixas é a qualidade da luz. Ou seja, relação de alta vermelho/vermelho extremo, que na cultura da soja influenciará na maior formação de ramos e nós, maior tamanho de grãos e maior número de grãos por legumes.

Plantio de soja com densidades excessivas

Neste cenário, ocorrerá maior sombreamento da cultura e desta forma redução na atividade fotossintética total do dossel (radiação solar não atingirá as folhas pelo sombreamento de uma folha na outra).

O sombreamento influenciará reduzindo o número de grãos e a massa de grãos e o resultado será a produção de grãos menores. Ademais, pode ocorrer a morte de plantas pela competição.

Em densidades excessivas ainda ocorrerá alterações na qualidade da luz, influenciando em menor formação de ramos e nós e no aumento da estatura das plantas.

Sem contar o maior custo que isso representa na implantação da lavoura.

Portanto, é importante utilizar uma densidade ideal, de acordo com as condições ambientais da região; as previsões; o relação ao material genético (cultivar) escolhido para a área de cultivo; e as condições de manejo.

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4 fatores que afetam a escolha da densidade de semeadura:

1. As características da cultivar quanto ao ciclo e ao porte

Cultivares de ciclo precoce e porte baixo podem ser implantados com maior densidade.

Já as cultivares de arquitetura mais ereta demandam maiores densidades.

2. Previsões meteorológicas para a região e ano de cultivo

Em anos com risco de precipitações abaixo da necessidade da cultura, menores densidades de semeadura são indicadas. Isto porque, neste cenário há menor transpiração da cultura, menor competição entre plantas e menor estresse por eventuais períodos sem ocorrência de chuvas.

3. Época de semeadura

De acordo com a época de semeadura a densidade de plantas pode ser adaptada. Na cultura da soja, semeaduras tardias por exemplo, com materiais genéticos de menor ciclo e crescimento, recomenda-se o aumento da densidade de plantas na área de cultivo.

4. Pragas e doenças

Em maiores densidades a proximidade das plantas permite que um microclima se mantenha. Assim, isso colabora na menor ventilação e no maior período de molhamento foliar, o que pode favorecer o desenvolvimento de pragas e doenças na cultura.

Como manipular o arranjo de plantas sem causar prejuízos à cultura?

Ajustando o espaçamento nas entrelinhas!

A informação sobre densidade recomendada acompanha as características dos materiais genéticos (cultivares) comercializados no mercado.

Dessa forma, avalia-se as características da área de cultivo quanto a fertilidade do solo, disponibilidade de água, ocorrência de pragas e doenças e época de semeadura para melhor ajuste.

Em espaçamentos reduzidos (20 a 25 cm) entre fileiras, em semeaduras tardias, há ganhos de produtividade na soja, principalmente quando não ocorre deficiência hídrica, e os cultivares utilizados são precoces, e os solos bem supridos de nutrientes.

É Importante destacar que, para redução do espaçamento entre fileiras alguns critérios básicos devem ser atendidos, por exemplo: 

  • Uso de cultivares com alto potencial produtivo;
  • Disponibilidade de nutrientes (correção da fertilidade baseada em análises de solo);
  • Disponibilidade hídrica da área e previsões de precipitações adequadas;
  • Plantabilidade (espaçamento uniforme em toda a área de cultivo, com velocidade de semeadura baixa);
  • Sistema conservacionista de manejo de solo e;
  • Época de semeadura ideal.

Considerações sobre o ajuste do espaçamento entrelinhas no plantio da soja

Importante conferir as características da cultivar, inclusive, em relação ao acamamento.

Além disso, reduzir o espaçamento entrelinhas para 20 cm é mais benéfico para o rendimento de grãos do que adotar semeaduras em linhas cruzadas ou em linhas pareadas.

Genótipos de soja de grupo de maturidade relativa menores podem ser beneficiados com a redução do espaçamento entrelinhas, entretanto, é importante se atentar à região de cultivo e o cultivar utilizado.


A época de semeadura

De acordo com a Portaria Nº 389, de 1º de setembro de 2021, há períodos limites de plantio da cultura da soja nas diferentes regiões produtoras no Brasil.

Além disso, há uma novidade sobre o cultivo da leguminosa: na região Sul do país, principalmente o estado do Rio Grande do Sul, passou a haver um período de vazio sanitário obrigatório.

Assim, dos dias 13 de julho ao dia 10 de outubro de 2022, não devem estar presentes no estado plantas de sojas vivas.

Ambas as medidas visam diminuir o inóculo da ferrugem asiática, retardando a ocorrência e severidade da mesma, bem como reduzir o número de aplicações de fungicidas, retardando a resistência do patógeno causador da ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) às moléculas disponíveis no mercado.

Abaixo, o calendário de semeadura da cultura da soja nos estados do Brasil, de acordo com a Portaria Nº389, de 1º de Setembro de 2021.

Calendário para o plantio de soja no Brasil
(Fonte: MAPA, 2021)

Dessa forma, para saber a época ideal de semeadura é importante analisar o cultivar, região de cultivo, grupo de maturação e período mais indicado para a região.

De forma geral, semeaduras anteriores ou posteriores à época mais indicada reduzem a produtividade da cultura.


Cuidados com a umidade do solo no plantio da soja

Dada a umidade em que as sementes de soja são armazenadas para melhor conservação até o plantio (11 a 13%), para que a germinação e emergência das mesmas, é necessário que haja umidade disponível no solo, para que possam absorver de 50 a 55% de água em relação ao seu peso.

Grandes áreas, especialmente no Centro Oeste do país, são cultivadas a partir da chamada “semeadura no pó” , que corresponde a implantação da lavoura antes da ocorrência de chuvas. 

Este processo ocorre principalmente pela necessidade de plantio de soja em extensas áreas, sem que se perca tempo na espera de chuvas.

Nestas condições, as sementes são “armazenadas no solo” e devem contar com alto vigor e tratamento de sementes, visto que o solo não é um bom local para armazenar as sementes.

Em contrapartida, em regiões mais úmidas ou solos úmidos é necessário atenção da mesma maneira. Embora haja quantidades suficientes de água para a germinação, o ideal é que as sementes não absorvam a água de forma rápida, pois este processo pode ocasionar danos.

Além disso, períodos de alta umidade no solo, combinados com altas temperaturas podem favorecer o tombamento de plântulas e os patógenos presentes no solo, prejudicando o estande uniforme e a população final de plantas, que impactará diretamente na produtividade da cultura.


Monitoramento do estande de plantas após o plantio da soja

O estande de plantas define o primeiro componente de produtividade da cultura da soja: a população de plantas. 

Desta forma, através de alguns aplicativos de monitoramento, é possível acompanhar a evolução do desenvolvimento da cultura em sua área.

Assim, na medida em que as plantas se desenvolvem, é possível acompanhar falhas de estande e corrigi-las a tempo. Além disso, o app da BoosterAgro, permite acompanhar o índice de vegetação de diferença normalizada (NDVI).

Abaixo, um exemplo ilustrativo da visualização de uma área de cultivo.

Monitoramento de lavoura com app da BoosterAgro
Fonte: App Booster adaptado pela autora.

Em agosto (imagem à esquerda), ocorreu estiagem prolongada, resultando em estresse às plantas e diminuição drástica da vegetação.

À direita, em setembro, após ocorrência de chuvas, é possível observar a área com vegetação verde.

Locais vermelhos na imagem à esquerda, correspondem ao solo descoberto. Mapa branco (Set17), corresponde a nebulosidade que impossibilitou a aquisição da imagem da área de cultivo.

Outro fator que pode responder de forma distinta em relação às cultivares implantadas é o potencial produtivo das áreas de cultivo.

Embora muitos produtores tratem as áreas de produção como homogêneas, realizando a correção da fertilidade (adubação) de maneira uniforme, existem variações nas áreas. Isso porque, em um mesmo terreno, normalmente, há locais de alto, médio e baixo potencial produtivo que respondem de diferentes formas ao arranjo ou densidade de plantas.

A partir de ferramentas de agricultura de precisão é possível mapear estas áreas e realizar a distribuição de plantas de acordo com o potencial produtivo.

É importante ressaltar que diversos fatores podem interferir nas respostas à densidade, incluindo o ano de cultivo, especialmente quando falamos das precipitações, por isso é importante consultar um Engenheiro Agrônomo para te auxiliar no melhor planejamento da sua área.


Conclusão

Enfim, o sucesso produtivo da cultura da soja depende de diversos fatores, como foi possível observar neste artigo.

Um deles é o planejamento da cultura, desde a escolha do material genético/cultivar mais adequado para a região de cultivo e em relação às características da área.

Além disso, é importante, além de conhecer as principais pragas e doenças de ocorrência na área, a fim de planejar as moléculas químicas que serão empregadas no controle, é importante escolher o material mais tolerante/resistente às pragas e doenças.

Vimos que em densidades muito reduzidas ocorre o subaproveitamento da radiação solar, ou seja, menor quantidade de plantas para aproveitar toda radiação solar incidente sobre as folhas e posteriormente refletir em produtividade.

Da mesma forma, em densidades ou populações de plantas excessivas pode ocorrer a competição pela luz entre plantas, e além disso, a cultura pode se tornar mais suscetível a pragas e doenças.

Uma saída para melhor distribuição das plantas é o espaçamento entrelinhas. 

Entretanto, é importante que todas as características da área e do material genético (cultivar) implantada na área, bem como as previsões climáticas e potencial produtivo da área sejam avaliadas para que a melhor escolha quanto a densidade e o espaçamento entrelinhas seja realizada e reflita assim em ótimas produtividades.

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